passeipostei

literatura ou quase

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Por que não podemos conversar com nossos livros? Não raro são eles tão inteligentes quanto as pessoas; às vezes até igualmente divertidos; e respeitam mais a nossa liberdade.

Esta é a diferença entre a arte e os fogos de artifício: da criação artística fica-nos sempre um resíduo que se mistura com as nossas vivências, experiências pessoais, lembranças da infância, primeiros sonhos, e este pode trazer novas cores à nossa vida, mesmo longo tempo após termos lido o poema e mesmo depois de termos esquecido o nome do livro e de seu autor.   

O leitor comum pensa que o autor vive na solidão e na ociosidade, ocupado apenas em escrever seus livros, onde expõe o seu íntimo, resguardado de todo contato com o mundo exterior, e nem faz ideia da situação sociológica e moral, ameaçada e insegura, do moderno escritor, face a uma “sociedade”, que mal existe hoje em dia, desde que a humanidade se transformou numa massa uniforme e sem rosto, ou então em milhões de indivíduos somente unidos entre si pelo medo e pela angústia.

 

 

 

  Fragmentos do livro Para ler e guardar, de Hermann Hesse.

 

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Written by passeipostei

29/06/2011 às 20:31

Publicado em Opinião

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2 Respostas

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  1. Eu converso demais com meus livros. Por isso eles são tão rabiscados 🙂

    Gerusa Leal

    29/06/2011 at 21:27

  2. Perfect!

    Cleyton Cabral

    04/07/2011 at 22:03


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